O corpo tem suas razões pra sorrir e pra doer, ele já lhe mostra alguns sinais é só compreender, usa ele o dia inteiro, olha e não consegue vê-lo, onde está aqui está vou lhe mostrar……(Caroline Nascimento)
Após algum tempo trabalhando com musicoterapia, percebi uma semelhança nas predileções musicais dos pacientes e suas manifestações corporais. Ao escolher ou gostar de determinadas músicas essas apresentam o perfil do paciente.
A forma como ele fala, ou como ele se movimenta em si é uma verdadeira orquestra. Notei também a dificuldade de alguns em tocar o instrumento musical durante a sessão, dizendo “não sei tocar”, assim passei a música para outro campo, o corporal.
Dançamos ao som da música escolhida e quando o corpo anuncia que está cansado, passamos para outro momento da sessão. Primeiro liberamos parte da energia, depois movimentamos o corpo de forma mais direcionada, através da relação corpo-objeto.
Utilizo uma bola grande como objeto, brincar, pular e bater na bola trabalha o tônus, a energia, os ressentimentos, e coitada da bola.
Ao brincar saímos do campo de julgamento, ela é o elo entre o corpo, o som, de situações desagradáveis, e a expressão do prazer.
Assim, quando o paciente está preparado pode passar para um outro momento que chamo de corpo sonoro.
Ele se movimenta de forma concentrada, escutando o corpo, respeitando seus limites, aumentando a capacidade de interação corpo, mente espírito.
São três movimentos distintos, mas, interligados com o mesmo objetivo, manifestar o corpo sonoro devidamente afinado ao ritmo mental. No final da vivência é possível ouvir do corpo, uma canção mais próxima do verdadeiro eu. A energia muda totalmente e a forma de interagir com o mundo também.
Essa técnica pode ser vivenciada em grupo ou individual.
Venha fazer parte da próxima turma no mês de Março. Estarei esperando por você!
Texto de Caroline Nascimento ( musicoterapeuta, cantora e compositora- integrante da equipe Harmonizar)